Revolução Cinética

14.03.2008 - 15.06.2008

Pisos 1, 2 e 2A

Jesús Soto, Pénétrable bbl n.º 0/8, 1999. Metal e fio de nylon; 365 (altura) x 400 x 1400 cm. Cortesia Galerie Denise René

A Arte Cinética baseia-se, sobretudo, numa utopia: levar a arte à vida. De facto, ela foi uma das correntes que mais se aproximaram dessa meta, graças à influência que a Arte Cinética teve na sociedade, como fonte de inspiração em terrenos tão diferentes como a indústria da moda, a criação arquitectónica, o mundo dos media e a criação gráfica. O público teve a possibilidade de se movimentar no interior das obras, de interagir com elas, de as apreender, de se perder nelas, de se misturar com elas. Enquanto elemento fundador do movimento, o público converteu-se em autor da obra. Efectivamente, a obra necessita dos olhos do espectador para estar «viva» e poder alargar todo o seu sentido, a sua expressão: se ninguém passar diante dela, mesmo que fugazmente, nenhum movimento se produz.

Na origem desta utopia existiu um acontecimento fundamental: a exposição Le Mouvement, na Galerie Denise René em Abril de 1955. Victor Vasarely, que tinha obras suas em exposição na galeria, foi o instigador. Essa exposição foi um acontecimento fundamental da história da arte do pós-guerra. Disso é testemunho um filme, nessa ocasião realizado por Pontus Hultén e Robert Breer, que se apresenta no início da exposição no Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado.